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quinta-feira, outubro 21, 2021

Pandemia e clima são desafios para agricultura na América, avaliam especialistas

Depois de dois meses de queda, o preço global dos alimentos voltou a subir, é o que aponta o levantamento divulgado hoje pela FAO-ONU. O açúcar, trigo e óleos e vegetais foram os principais responsáveis pela elevação. O índice que mede a variação mensal dos preços internacionais da sexta básica se aproxima de 127,4%, seu nível recorde depois de 2011, quando chegou a R$ 137,6, e 3,1% a mais em relação a julho do ano passado.

Impulsionado pelas geadas no Brasil, o maior exportador do mundo, o açúcar teve alta anaul de 9,6%, para 120,1%. O trigo aumentou 8,8%, já o milho caiu 0,9%, puxado pela perspectiva de melhor produção na Argentina, UE e Ucrânia — fatores que deixaram os cereais com 129,8% ou 3,4% mais do que em 2022. O índice dos óleos vegetais aumentos 6,7%, para 165,7%, sustentado pelas fortes compras da China de carne bovina, ovina e sólida importação da Ásia e do Oriente Médio da carne de frango — as carnes registraram leve alta, para 112,5%. Já os lácteos tiveram leve queda e ficaram em 116%, com as importações internacionais de leite em pó diminuindo em fundação de uma fraca demanda global.

Ainda hoje, durante o segundo e último dia da conferência de ministros de Agricultura das Américas promovido pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), o subdiretor-geral e representante regional para a América Latina e Caribe da FAO, Júlio Berdegué, disse que a América Latina é um celeiro com milhares de quilômetros de terras férteis e disponíveis para a produção de alimentos.

“Nossos 17 milhões de agricultores e 2 milhões de pescadores, a maioria deles produtores familiares e de pequena escala, eles têm sabido converter a nossa pródiga natureza em alimentação para o mundo, e não só para a região. Nós devemos pensar na trasformação desses sistemas alimentares por razões do passado e do futuro. Metade da população rural está vivendo em condição de pobreza. 60 milhões de habitantes da região estão passando fome. Um terço do solo está degradado e metade das terras está superexplorada”, declarou Berdegué.

Durante o evento na Costa Rica, o representante destacou ter preocupação em relação à agricultura e a permanência do jovem no campo em função da pandemia do novo coronavírus. “Os agricultores de hoje devem prodzir num cenário de mudanças climáticas e precisam pensar nos seus filhos e netos”, acrescentou. “Queremos que continuem, sendo agricultores. Enfretarão essa condição com ainda mais gravidade, se não agirmos hoje”, disse Berdegué. “A transformação será a soma de inúmeras mudanças localizadas. A agricultura não falhou na pandemia, mas a pandemia prejudicou pontos fracos dos sistemas agroalimentares locais e mundial”, indicou.

O comentarista Benedito Rosa também comentou os impactos das mudanças climáticas na agricultura. “A conferência dos ministros discutiu esses temas, mérito para o IIC, FAO e Cepal. Trabalharam diagnósticos que estamos acompanhando, realistas: os efeitos da pandemia aumentaram os problemas de fome, justamente a camada mais pobre da população. A expectativa é de que pelo menos não haja um êxodo rural. Mas, diante desse quadro, o que se deve fazer?”, questiona Rosa.

“O problema central, que a FAO registra, é o aumento do desemprego no campo e impactos na produção agrícola. Não há uma resposta pura e simples — dizer que a agricultura tradicional vai garantir a segurança alimentar, não é assim. A agricultura familiar tem uma intervenção maior do Estado e pode permitir um bom convívio produtivo com os latifúndios. O nosso desafio é esse”, pontua o comentarista.;

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